segunda-feira, 13 de julho de 2009

Porquê mãe?

Ai mãe... porque tu sábias palavras nunca escutei?
Porque achei que só eu tinha razão, quando tu, com a experiência da vida me mostravas que não era aquele o caminho a seguir?
Porque me deixei mergulhar em risos falsos?
Porque não aprendo mãe?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ouvir para não ouvir não vale a pena

Quantos de vós já ouviram, ouviram, ouviram e ouviram... quando vos apetecia falar?
Quantos de vós aconselharam quando queriam ser aconselhados?
Quantos de vós acarinharam quando queriam ser acarinhados?
Quantos de vós chegaram á conclusão de que:

Ouvir para não ouvir não vale a pena... e preferiram manter-se calados...

Eu sei que eu já...

Até...

terça-feira, 30 de junho de 2009

... é melhor do que falar...

Enchem-te a cabeça de cimento
Para te dominarem o pensamento
Olhas pra trás, sabes que perdeste
A criança selvagem que nasceste
Esqueceste tudo, e tudo te inculcaram,
Só não ficas mudo
Quando cospes a merda que te ensinaram...

Com sete palmos de terra a pesar
Já ninguém pensa que carro irá comprar
Fechado num caixão de pinho escuro
Já ninguém suspira por um emprego seguro!
Tornado o almoço de larvas insaciáveis
Já ninguém anseia por vidas estáveis.
Chorado, velado, enterrado o que morreu,
Já ninguém volta pra viver o que não viveu!


Talvez devesses não falar,
É feio dizer amor e não saber o que é amar...
Talvez devesses não poder pensar,
É feio ter um dom e ter medo de o usar..
Talvez devesses voltar à primeira instância
E regressar ao que eras na infância
E sem medo, peso ou medida
Seres poema e incendiares a vida!


Com sete palmos de terra a pesar
Já ninguém pensa que carro irá comprar
Fechado num caixão de pinho escuro
Já ninguém suspira por um emprego seguro!
Tornado o almoço de larvas insaciáveis
Já ninguém anseia por vidas estáveis.
Chorado, velado, enterrado o que morreu,
Já ninguém volta pra viver o que não viveu!


E viver as palavras proibidas
Mudar, ser, foder, amar
E ensinar às crianças crescidas
A acordar, pegar fogo e voar!
Com sete palmos de terra a pesar
Já ninguém pensa que carro irá comprar
Fechado num caixão de pinho escuro
Já ninguém suspira por um emprego seguro!
Tornado o almoço de larvas insaciáveis
Já ninguém anseia por vidas estáveis.
Chorado, velado, enterrado o que morreu,
Já ninguém volta pra viver o que não viveu!


Capitão Paixão - Sete Palmos de Terra
http://youtube/capitaopaixao

Right Sofy?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Porque ouvir ...

"It's amazing how you can speak right to my heart.
Without saying a word,
You can light up the dark.
Try as I may I could never explain,
What I hear when you don't say a thing.
....
You say it best when you say nothing at all.
All day long I can hear people talking out loud,
But when you hold me near you drown out the crowd.
Ol' Mr. Webster could never define,
What's being said between your heart and mine.
...
You say it best when you say nothing at all.
..."

Alison Krauss - The smile on your face

Porque ouvir é mais importante do que falar

How can you see into my eyes like open doors
Leading you down into my core
Where I've become so numb without a soul
My spirit is sleeping somewhere cold
Until you find it there and lead it back home
...
Now that I know what I'm without
You can't just leave me
Breathe into me and make me real
Bring me to life
...
Bring me to life
I've been living a lie
There's nothing inside.
Bring me to life.
Frozen inside without your touch without your love
Darling only you are the life among the dead
All of this time I can't believe I couldn't see
Kept in the dark but you were there in front of me
I've been sleeping a thousand years it seems
got to open my eyes to everything
Without a thought without a voice without a soul
Don't let me die here there must be something more
Bring me to life
(Wake me up) Wake me up inside
(I can't wake up) Wake me up inside
(Save me) Call my name and save me from the dark
(Wake me up) Bid my blood to run
(I can't wake up) Before I come undone
(Save me)Save me from the nothing I've become
Bring me to life
I've been living a lie
There's nothing inside.
Bring me to life

Evanescense - Bring me to life

Porque ouvir é mais importante do que falar...

"Tenho livros e papeis espalhados pelo chão.
A poeira duma vida deve ter algum sentido:
Uma pista, um sinal de qualquer recordação,
Uma frase onde te encontre e me deixe comovido.
Guardo na palma da mão o calor dos objectos
Com as datas e locais, por que brincas, por que ris
E depois o arrepio, a memória dos afectos
...Que me deixa mais feliz.
...
Está na mesma esse jardim com vista sobre a cidade
Onde fazia de conta que escapava do presente,
Qualquer coisa que ficou que é da nossa eternidade.
... Afinal, eternamente.
..."

Filarmónica Gil - Deixa-te ficar na minha casa
"...
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
quando nele julgamos ver a nossa cura!"

Ornatos Violeta - Ouvi Dizer

terça-feira, 23 de junho de 2009

Hoje dei comigo a pensar nas nossas intermináveis conversas e lembrei-me das vezes que discutiamos o que era o amor... o que era amar...
Quantas vezes me perguntaste o que era para mim amar e ser amada, se já tinha amado alguém e se já tinha sido amada...
Com 16/17 anos a experiência era básicamente nula e eu respondia-te sempre com um sorriso e com o "sei lá" que te irritava tremendamente.
Agora com 33 anos, acho que já te daria uma resposta diferente... provavelmente no final da minha explicação filosofica do que é para mim amar tu me olhasses, coçasses o queixo e deixasses cair :" criatura estranha tu és", como sempre me dizia quando me aventurava pelos caminhos do coração.
Imagino-nos sentados na mesa do café, após um longo silêncio dos que costumavamos fazer, era fantástico como conseguiamos estar horas sentados a uma mesa de café, sem trocar uma palavra, e com apenas um olhar e um sorriso comentarmos entre nós o que nos rodeava.
Pois bem, e tu agora perguntavas-me... O que é amar?
Ao que te responderia o que agora sei explicar por palavras:
Amar é eu ser tu, é seres eu... não é completar... é integrar... não é falar, explicar... é olhar e ter dito tudo... é permanecer em silêncio e sentir... é partilhar a lua, o sol, as estrelas... é saber o que diz sem ter que o dizer...
Amar não é ser um, mas sermos muitos...
É eu "ser-te" feliz porque tu " me és feliz"
Amar é eu ser tu e tu seres eu...

Se me perguntasses de novo ao fim destes anos se já amei e fui amada... Não ...
Não amei nem fui amada...
Nao como eu acho que se deve amar...

Sim eu sei... " Criatura estranha eu sou..."

sábado, 13 de junho de 2009

O Melhor do Mundo














Sou eu que tenho... sou eu que vejo e beijo...
Sou eu que abraço... sou eu que cheiro e sinto o calor.
É a mim que beijam... é a mim que abraçam,
É a mim que recorrerem... é a mim que amam...
Como eu os amo... sou eu que tenho...
O melhor do mundo...
OS MEUS FILHOS.

Amo-vos Totas e Kiko.

Mamã

SONHO

Sonhei que estava grávida... sonhei com o nascimento... estava sozinha a ter o meu filho - repetição do que aconteceu com o meu primeiro filho, o Tomás - peguei o meu filho nos braços, era uma bébé enorme, muito branquinho, loiro...
Por achar estranho o sonho , pesquisei na net se teria algum significado, eis o que encontrei:
GRAVIDEZ: É sempre um bom presságio pois indica grandes mudanças para melhor em todos aspectos; sobretudo no que diz respeito a assuntos familiares. Paz e harmonia no lar.
NASCIMENTO: Este sonho quase sempre indica- mudanças para melhor em sua posição financeira e social. Êxito em novos negócios, com grandes lucros; amizades novas e produtivas.
Pois... só mesmo eu para tentar buscar algum alento, alguma esperança a sonhos...
lol... doida!
Até...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Preto e Branco

Como já tinha dito, vejo o mundo a preto e branco. Não tons de cinzento... apenas os opacos preto e branco...
Tento vislumbrar transparências, alguma côr... mas quando o opaco se começa a dissipar... logo uma cortina surge... mais preta do que o preto.
Muitas vezes penso que a solução seria crescer, deixar de ser a menina iludida ao minimo sorriso... mas não consigo.
E continuo a minha saga de ilusão e desilusão uma após outra...

Até...

domingo, 7 de junho de 2009

Excertos

Excertos do meu 2º livro

"... Reduzida á minha insignificância vivo agora tal mendigo que em qualquer esquina deste mundo, e mão estendida implora a caridade de alguém e sorri de agradecimento quando recebe, qual acto de grandeza, o que sobra dos outros."


"...Será que vou aprender?
Não… Já me conheço bem demais…
Não vou aprender…
A Menina está muito alerta… aguarda o doce… e quando lho oferecerem vai cometer novamente o mesmo erro … dia após dia…"


Até...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Crescer...

Tantas e tantas vezes ouvimos a frase: "Cresce e aparece".
E se não quisermos crescer? Ou se quisermos crescer e desaparecer?
Ou não crescer e desaparecer na mesma? Ou ainda não crescer e aparecer?
Qual será uma das piores coisas que nos pode acontecer???
Na minha opinião: CRESCER !
Sou menina... adoro ser menina e não queria ser apenas mulher.
Quantos de vós se recordam ainda da sensação de liberdade de fazer malabarismo na beirinha do passeio? Ou do toque da areia molhada ao fazer um buraco na praia? Ou de cruzar os braços, bater o pé, franzir a sobrancelha e fazer beicinho?
Eu ainda o faço...
Peço miminho com o biquinho esticado, abano o rabiote ao som de qualquer musica, faço caretas, rio a bom rir, ainda me brilham os olhos com a alegria e me correm lágrimas prontas com a tristeza, canto, jogo á bola, sento-me no chão de perninhas á chinês, brinco, danço, vivo...
Sou menina... adoro ser menina e nunca irei crescer!
E no entanto não deixo de ser mulher, mãe e pai...

Até...

sábado, 30 de maio de 2009

QUERO

O dia esteve quente... e a noite promete...
O calor aperta... o desejo desperta...
Vejo o teu olhar, lembro o teu sorriso...
Penso nas tuas mãos em mim,
No toque suave da tua boca,
No calor do teu carinho...
Anda...
Quero as tuas mãos atrevidas nos meus detalhes perdidos...


terça-feira, 26 de maio de 2009

Retalhos

Gente
Quero ser como a água
Que corre e descansa
Quero ser como o rio
Que espelha e balança
Como o vento que empurra
Tudo á sua frente
Não quero ser ninguém...
Apenas quero ser gente.





Hoje
Ter no regaço o afago
No colo o suspiro
Ter na pele o calor
No silêncio o amor
Ver-te no cinzento do mar
Na chuva que me molhar
Sentir-te a navergar...
No sal do meu olhar...



Afago
E eu ia... Caminhava
Pés descalços pela areia
Sentindo bater leve o mar revolto
Sonhando...
Sorrindo
Tendo na ideia
Aquele afago...
Aquele colo...
Aquela teia...


Até...

A Idade dos Porquês..

Voltou
Sem avisar...
Sem saber se podia... Ou devia...
Sem reparar no estrago, na angustia que trazia.
E a vida gira, e o tempo passa
E ela fica...
Porquê eu? Porquê assim?
E os porquês não param
E rodam como a roda da má sina
E o mundo Impávido Vai quebrando
Os meus sonhos de menina.
Mas porquê?
Porquê pensar, perguntar?
Porquê combater se ela voltou?
E recordo com amor...
Os meus tempos de menina
Na Idade dos Porquês.

Até...

Coincidências

"Hoje vou por ali"
Coincidência... Destino...
Um acaso...
Um simples acaso que pode mudar o rumo de uma vida...
Serão coincidências? Será destino?
Não há coincidências...
Até...

domingo, 24 de maio de 2009

Momentos

Um sorriso e seu retorno…
Uma troca de olhares…
Um carinho feito a medo…
Palavras sussurradas…
O entrelaçar dos dedos…
São momentos…
E os momentos são Eternos…

Até…

terça-feira, 12 de maio de 2009

Facadas

Um dia ao passar em frente a uma loja, chamou-me a atenção uma folha A4, colada no vidro, manuscrita e com uma letra muito certa e redondinha.
Parei por momentos para ler o que dizia. Sem saber ia ter uma lição que mais tarde iria dar aos meus filhos. O que dizia era mais ou menos o seguinte:

Tendo o filho um feitio extramemente agressivo quando as coisas não lhe corriam de feição, o sábio pai comprou um conjunto de punhais, e chegado a casa ofereceu-o ao filho, dizendo:
"Cada um destes punhais representa as más palavras que me dás a cada acesso de raiva que tens, ou cada vez que fazes algo que me magoe", o filho, olhava espantado para o pai, sem perceber o que este lhe queria transmitir, e o pai calmamente continuou a falar: "cada vez que estiver eminente um acesso de raiva ou que faças algo que sabes que me vai magoar, espetas um destes punhais naquela porta, como forma de conter a raiva, e quando finalmente aprenderes a controlar a raiva e a não magoar os outros, vais retirar todos os punhais da porta"
O filho anuiu e começou a fazer o que pai lhe tinha pedido. Passado um ano o pai chegou perto do filho e disse: " Parece-me que finalmente controlaste a tua raiva, as tuas palavras e actos que tanto me magoaram. a porta, na qual espetaste os punhais representa o meu coração. Agora vais retirar todos os punhais da porta". O filho, intrigado, começou a retirar todos os punhais da porta, e no final olhou para a porta com todas aquelas marcas da sua ira, e egoismo. O pai, pegou numa espatula, num tubo de massa e disse ao filho para cobrir todas as frestas da porta, criadas pelos punhais. No final, o pai calmamente, olhou o filho nos olhos e disse: " A porta mantem-se em pé, mas nunca será a mesma... o mesmo se passa com o meu coração, as feridas que nele deixas podem fechar, mas a sua marca nunca desaparece."

E é assim na vida... magoamos e somos magoados, e raramente nos lembramos de que a marca fica sempre, e dói sempre...
Por muito que consigamos perdoar, nunca conseguimos esquecer.

E abrindo todas as frestas saradas do meu coração apenas digo: Não quero sofrer mais...

Até...

Aprender

Quando nascemos, sem saber nada de nada, logo alguem nos ensina que qualquer coisa é errada...
Crescemos... ensinamentos, proibições... tudo para viver correctamente em sociedade...
Será que não valerá a pena ensinar a não sofrer?
Era tão valioso ensinar a não sofrer...
Até...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Retalhos

Sorriso
Trago um silêncio profundo
Preso dentro do meu peito
Sinto que as voltas do mundo
Para mim vão a direito...
Tenho o mar no meu regaço,
Humor que vai e que vem
Como ondas solitárias,
Perdidas sem ter ninguém...
Sinto na pele a alegria,
O amor e a solidão,
Só queria ter companhia...
Para não sorrir em vão...



Lágrima
Quando o mundo nos foge debaixo dos pés...
Quando a alegria de ontem se esvai
E sentimos na boca o sal que nos sai da alma...
Que fazer senão recordar a alegria de ontem...
E o sabor doce de um sorriso amigo...


Até...

Palavras e Silêncios


São como um cristal,as palavras.
Algumas um punhal,um incêndio.
Outras orvalho, apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos, as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes, leves.
Tecidas são de luz e são a noite.
E mesmo pálidas, verdes paraisos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem as recolhe, assim, cruéis, desfeitas,
Nas suas conchas puras?


Eugénio de Andrade, "Coração do Dia/Mar de Setembro

Há palavras, há silêncios... coisas ditas e não ditas, que nos tocam, nos reprimem, nos acordam, sobressaltam...
Há palavras, há silêncios... antes caladas, antes ditos, nos transformam sentimentos, nos esfumam sonhos feitos...
Há palavras, há silêncios... escolhas feitas a duvidar, caminhos traçados a alterar...
Ah palavras... Ah silêncios...
Quem vos diz e quem vos faz...
Quem vos ouve, quem vos sente...
Não é ninguem... Apenas gente...

Até...

sábado, 9 de maio de 2009

A noite é minha... É quando ela cai que me descobres...
É nela que te aqueço e que te arrefece o gelo do teu fiel companheiro.
Nego umas solitárias horas de escuridão, anseio a luz, o vicio do dia-a-dia...
A mente desperta, vazia do torpor do alcool...
Povoar tormentos, viver angustias, medos, provações...
É na escuridão que se descobre a luz do prazer.
É nela que sentes na pele a frecura de uma lágrima que percorre cada recanto do teu corpo...
É nela que sentes o mar preencher cada pedaço de ti...
É nela que te deleitas com o olhar lânguido da lua
É nela que sentes a boca que te percorre procurando algo mais...
Pedindo tudo o que tens para dar
É nela que atinges por fim o derradeiro suspiro...
E quando o teu corpo sem forças Descansa coberto de todo o prazer...
Sentes que te elevas além de tudo...
E agarras, entre suspiros sussurrados e gemidos de prazer...
A tua eterna agonia...

Até...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Menina-Mulher


Na vida seguimos rumos umas vezes obscuros, outras tão claros como água... turva...

Damos por nós em situações dúbias que, ora nos provocam uma felicidade sem igual e nos devolvem as borboletas de outrora, ora nos deixam num estado de suspensão do qual queremos sair e por muito que tentemos não conseguimos.

Vivi e continuo a viver a minha vida assim: Ou preto ou branco, ou óptimo ou péssimo...

Vivo a vida num estado de constante de excitação para num momento cair numa angustia tal, que desejo pôr termo a tudo.

Menina-Mulher...

Tenho no rosto a alegria de menina e no olhar... o sofrimento de mulher.

Sou feliz... Vivo de mim e para nós...

E aqui vou dar a conhecer o "mim" e o "nós".


Até...