domingo, 5 de agosto de 2012

Afinal... NEM ISSO...
No fundo amor... não deixo de ser mulher.
Não deixo de me querer sentir bonita...
Não deixo de ser um bocadinho vaidosa...
Não deixo de querer que tu me aches bonita...
por dentro e por fora.
Não deixo de querer ser, para ti, a mulher mais bonita do mundo,
A única que desejas...
Não deixo de querer que olhares-me seja, por si só, para ti um prazer...
Mas sei que não consigo...
E vou vestindo, e tornando bela para ti, que te dê prazer olhar...
a nossa casa.

Amo-te e até...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tenta entender...
Sempre travei as minhas batalhas sozinha, sempre criei um mundo só meu, sempre viagem no silêncio do meu quarto... Eu sei que entendes... sou como tu... embora combata abertamente a solidão de todos os caminhos...
Em relação ao meu percurso na nossa peça de teatro universal, que ocorre num leve mexer de dedos, tens consciencia que, como tu, temos um companheiro de batalha há pouco tempo... E como dizem nos filmes "old habitas, are hard to die".
O habito da solidão está muito enraizado, e eu sempre me isolei enquanto travava as minhas batalhas, digamos que, para não haver mortes desnecessárias :)
Eu quero-te ao meu lado nesta batalha, quero que me apertes a mão sempre que me sentires a cair, quero chora no teu colo, quero-me poder aninhar em ti... mas não sei o quanto de ti posso exigir... não te posso pedir que abandones o mundo para lutar ao meu lado... mas eu quero pedir-to, mas sei que não posso...
Sabes que as palavras se baralham na minha cabeça... da forma que na tua surgem os bonecos pretos animados, na minha aparecem letras de todos os lados, baralhadas e lentamente começam a juntar-se para formar palavras, que no instante que estou a conseguir começar a lê-las, se desvanecem sem eu as conseguir distinguir.
Quero-te a ti amor, só a ti... não quero o mundo inteiro, não quero todas as forças... só quero a tua, só quero a ti...


terça-feira, 3 de julho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Eu Simplesmente Amo-te

Eu Simplesmente Amo-teEu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se. 

Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor"

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Será que me protejo, que me escondo ou que fujo?
Será que enfrento... sei que tenho forças, sei que posso e consigo enfrentar tudo... mas será que tenho vontade?
Será que trilhar um caminho solitário por entre pontos de interrogação, por entre indifereças, angustias, palavras perdidas é o caminho a seguir?
Vagueio sem sentido pelas estradas calcetadas do meu mundo... percorro avenidas, espreito vielas...
Procuro, sem efeito, aquele letreito luminoso que pisca incessantemente e que diz: "SOLUÇÃO"...
Era bom que assim fosse... mais uma viela estreita e escura, mais um caminho sem saída...
Algumas levam-me até ao passado... um passado muito longinquo, onde a 1ª decisão que tomei na vida, desencadeou tudo o que ela foi ate agora...
Mas... quem vive do passado são os museus... e eu quero percorrer a avenida, que me conduz ao futuro... aquela que se torna eterna...
Vejo rostos, muitos rostos nas copas das árvores que ladeiam a minha avenida... muito poucos são os que me fazem sorrir, uns são constantes, outros passageiros... uns apenas bocas, outros apenas olhos... raros os que têm ouvidos...
Tenho frio... á minha frente, inexplicavelmente, apresenta-se aquela que foi a minha companheira durante quase toda a minha vida... a minha capa... olho-a, toco-a... percorro com os dedos toda a confiança que me dá... toda a solidão que me dá... os sorrisos falsos, as lágrimas escondidas, a preocupação despreocupada... o meu mundo num mundo que não é meu...
Não estou só... será que me assiste o direito de a usar?

Até...
Carolina